O dilema do poder:O SisGAAz e a defesa marítima brasileira
DOI:
https://doi.org/10.26792/rbed.v13i1.75518Palavras-chave:
Realismo Neoclássico, SisGAAz, Poder Marítimo, Política de DefesaResumo
Este artigo analisa por que o reconhecimento da centralidade estratégica da Amazônia Azul não se converteu na consolidação plena do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). O argumento sustenta que essa resposta limitada configura um padrão de underbalancing, produzido não apenas pela escassez de recursos, mas pela mediação de percepções burocráticas, antecedentes domésticos e escolhas institucionais. Teoricamente, o estudo articula o Realismo Neoclássico, os mecanismos condicionais de capacidade estatal e o conceito de poder marítimo. As pressões sistêmicas são estabelecidas autonomamente com base na literatura sobre competição estratégica e em dados materiais relativos ao Atlântico Sul. Metodologicamente, aplica-se a Análise de Conteúdo Categorial a documentos oficiais de defesa e relatórios da Marinha do Brasil produzidos entre 2019 e 2024. Os resultados mostram elevada percepção institucional de ameaça, mas revelam que o principal gargalo ocorreu em 2024, quando o SisGAAz recebeu R$ 4 milhões, enquanto o Prosub recebeu R$ 1,567 bilhão. Conclui-se que a insuficiência do programa decorre também de escolhas alocativas da própria Marinha, que prioriza capacidades ofensivas e dissuasórias em detrimento da vigilância marítima.
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